09 jul 2016

Colaboração

Autópsia Review é um projeto editorial voltado para a divulgação científica nos temas da Ciência, Sociedade e ArTe. Participa a sociedade não especializada com suas percepções sobre esses três temas. Reúne conteúdos diversos, incluindo os especializados. Autópsia Review aposta na redação em crowdsourcing e conta com o apoio de pessoas interessadas em Ciência, Sociedade e ArTe em seu modelo colaborativo para produzir conteúdo.

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Primórdios da vida emocional: saciedade, medo e desejo sexual
ch_sapiens

 Imagem: Banislav Kubecka, membro do Flickr Commons

A primeira percepção de mundo externo veio com o desenvolvimento dos lobos olfatórios. Desde os seres vivos mais primitivos, a principal função do sistema nervoso é a de propiciar uma adaptação ao meio ambiente. Três comportamentos desenvolveram-se nesse processo: irritabilidade, condutibilidade e contratilidade.

A primeira memória adquirida pelos vertebrados foi a olfativa, que permitiu a identificação de nutrientes, elementos venenosos, parceiros sexuais, presas e predadores. Enquanto uma camada de células desse córtex primitivo passou a possibilitar o reconhecimento através do cheiro, uma segunda camada de células passou a desencadear um comportamento menos automático e mais inteligente. As conexões existentes entre estruturas límbicas e o hipotálamo (principal coordenador da vida vegetativa), propiciaram o desenvolvimento de sensações básicas como a saciedade, o medo e o desejo sexual. Esses três sentimentos constituíram os primórdios da nossa vida emocional. As amígdalas se formam através da confluência de vários núcleos ao longo da filogênese (teoria evolutiva de organismos vivos). [Guilherme Carvalhal Ribas. FMUSP. Rev. Bras. De Psiquiatria. p. 329. 2006].

 

O funcionamento das amígdalas pode ser afetado de diversas maneiras e em diferentes níveis por hormônios do estresse, neurotransmissores e outras estruturas cerebrais.

Hormônios do estresse: dor, resposta ao medo, informações sensoriais desconfortáveis.

Neurotransmissores: antecipação do prazer, via dopamina, que alimenta a habilidade do lobo frontal na inibição de comportamentos impulsivos e baixos níveis de serotonina, associados com a agressividade.

Estrutura: o Septum que coloca um freio na agressão gerada pela amígdala.

Fonte: Sapolsky 2005

Fonte: http://autopsiareview.org/amigdala-o-ponto-g-do-cerebro/

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