24 jul 2016

Colaboração

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Normal x Patológico
malévola

Imagem: Malévola. Desenho. Divulgação.

“Quando situações ambíguas fazem sentido, os circuitos cerebrais são propensos em orientar a ação pela consciência”. Cozono, 2002.

A amígdala normal é aquela ativada diante de estímulos emocionais. No livro O livro de Ouro da Mente, a escritora científica Rita Carter e o professor-pesquisador de Neuropsicologia do departamento de Neurologia Cognitiva de Wellcome, evidenciam a importância de uma interação íntima entre bebês e mães para garantir o funcionamento normal da amígdala. O medo exacerbado (fobias) é considerado uma patologia. “O que está acontecendo? Como devo reagir? – são alertas normais dados pelo nosso sistema emocional. Porém, quando se exacerba a função da amígdala, pode ocorrer um transtorno traumático”, pontua Tieppo.

Memórias traumáticas são armazenas na amígdala, mais precisamente no que diz respeito ao gerenciamento de estratégias (Schore, 2008). Apegos inseguros estão relacionados com um menor funcionamento do hemisfério cerebral direito, com uma dificuldade em conectar passado e presente.

Estudos em criminologia apontam que psicopatas possuem uma amígdala reduzida diante do tamanho considerado normal. Além disso, o hemisfério direito (que normalmente se ilumina diante de situações emocionais e reconhece emoções através de expressões faciais) e o esquerdo permanecem ativos em pessoas consideras com esse transtorno de conduta. Embora não haja uma comprovação definida, parece fazer sentido se considerarmos que a psicopatia é associada à uma baixa afetividade e baixa reatividade a estímulos sociais.

“Alguns estudos com psicopatas, apontam amígdalas reduzidas, mas isso não é válido para todos os psicopatas. Pesquisadores possuem interesse em realizar estudos com estupradores aqui no Brasil. São coisas que ainda estão para acontecer em decorrência dos exames de neuroimagem. Presidiários, por exemplo, são complicados para trabalhar por serem considerados tutelados do Estado. E, tutelados do Estado não podem ser ‘objetos’ experimentais. Muita gente acha que criminosos deveriam servir à pesquisa exatamente para entendermos como eles funcionam”, argumenta Tieppo. Eis uma questão polêmica para nossas amígdalas apurarem e o nosso córtex refletir.

Fonte: http://autopsiareview.org/amigdala-o-ponto-g-do-cerebro/

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