“Me dá bom dia…”
pernas

Por Maria Inês Pagano Gasparini

Me dá um bom dia… que te darei uma boa noite – ela diz.

Me dá uma boa noite que te darei um bom dia – ele responde. Esta é uma realidade freqüente na vida afetiva e sexual  dos casais.

Para a grande maioria das mulheres a sua vida sexual e afetiva depende fundamentalmente de um bom relacionamento diário. O ranço, as discussões, as cobranças acabam com o tesão feminino. Entretanto,  para boa parte dos homens, os pré – requisitos para uma boa transa  não são tantos, pois parece que eles esquecem os acontecimentos do dia. A questão que surge é: como compatibilizar quando os discursos são absolutamente opostos?

casal

Em primeiro lugar precisamos rever a educação sexual que recebemos pois é esta que determina nossa conduta adulta. E, neste quesito, fomos, tanto homens quanto mulheres, muito mal educados.  Homens são educados e incentivados a uma vida sexual livre e prazerosa enquanto para as mulheres é recomendado um certo recato. Enquanto a família espera e até proporciona a primeira relação sexual do menino, protela ao máximo a da menina.  O “garanhão” ainda tem o seu espaço de apreço enquanto para as meninas  – Ai de que você seja galinha…ou, mais modernamente, periguete… Onde está a diferença entre os dois?

Não é à toa que estas diferenças apareçam tão intensamente  mais tarde e perturbem tanto a vida das pessoas. Precisamos entender a sexualidade como uma função  da nossa existência, como respirar, comer, dormir. E, quando finalmente chegarmos nesse estágio, homens e mulheres se entenderão e falarão a mesma língua.

 

 

 

                                   Cena do filme “Meu primeiro amor”

Maria Inês Pagano Gasparini
Florianópolis, SC

i_mariaines

 Maria Inês Pagano Gasperini é médica, pós-graduada em Educação e Terapia Sexual pela Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana.

Licença Creative Commons
O trabalho Maria Inês Pagano Gasparini de Maria Inês Pagano Gasparini está licenciado com uma LicençaCreative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível emwww.autopsiareview.org.

No comments
Leave a comment

Cadastre seu e-mail e receba os nossos posts!