02 jan 2016

Colaboração

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Epilepsia – tudo o que você precisa saber
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Imagem: www.canstockphoto.com.br

Por Mayra Matuck Sarak, Patrícia Tambourgi e Paula Corrêa Pereira (*)

(*) As autoras são jornalistas científicas.

Da bruxaria ao bruxo do Cosme Velho: lance um feitiço contra o preconceito

A

 eplepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns em todo o mundo, provocada por uma alteração elétrica do cérebro, resultando em descargas que geram convulsão. Se diagnosticada, pode ser controlada. Em alguns casos, contudo, pode levar à morte. Atinge uma média em torno de 2% da população mundial. No Brasil, estima-se que cerca de quatro milhões de pessoas tenham a doença.

As causas podem ser genéticas ou adquiridas. É necessária uma avaliação médica do paciente e de seu histórico familiar para o diagnóstico. Uma causa externa pode levar uma pessoa a desenvolver epilepsia ao longo de sua vida. Pode resultar, por exemplo de acidente vascular cerebral (AVC), de traumatismo craniano, de lesões no parto entre outros. Curiosamente, a epilepsia é a mais comum.

“Ataque de Espírito”

Estigma e preconceito aparecem como “aura” da doença, ainda incompreendida em nossa sociedade. Devido ao descontrole físico na hora de uma convulsão, durante a qual a pessoa fica se debatendo com movimentos involuntários, a epilepsia possui imagem pública associada a uma possessão demoníaca, a uma atividade “paranormal”.

Isso não é a toa. Essa associação é bastante antiga. Para se ter uma idéia, há aproximadamente quatro mil anos os egípcios dos tempos dos faraós descreveram a convulsão como um “ataque de espírito”. E, até hoje, mesmo na era da informação, ainda tem gente que confunde convulsão com possessão de espíritos demoníacos.

Mas nem sempre as crenças religiosas predominam na descrição da doença. No século VI a.C., na Grécia Antiga, com Hipócrates e a escola hipocrática, houve uma cisão entre religião e magia nos estudos médicos e científicos, o que resultou em maior compreensão sobre a epilepsia com fundamentação nos estudos do cérebro. Já no século XIX, a Inglaterra contribuiu com abordagens empíricas baseadas em quadros clínicos sobre os diferentes tipos de epilepsia. Ainda assim, eram poucos os centros de estudo no mundo que trabalhavam com estudos clínicos sobre a doenças. No Brasil, o primeiro tratamento foi criado em 1971, no Hospital das Clínicas de São Paulo, pelo Prof.Dr. Raul Marino Jr.

Preconceito e conhecimentos científicos sobre a epilepsia coexistem há milênios, mas as atitudes preconceituosas só persistem por falta de informação. Ter epilepsia não é motivo de vergonha. É importante que as pessoas saibam que ela não é uma doença contagiosa, como muitos acreditam. Qualquer pessoa está sujeita a adquiri-a, independentemente de nacionalidade, sexo, etnia, classe social, grau de inteligência.

E, ao contrário do “mundo de lá” (fantasioso e ficcional), basta pensar em Machado de Assis, considerado o maior escritor do realismo na literatura brasileira e um dos maiores autores da literatura mundial – o bruxo do Cosme Velho, como era conhecido. Machado, que nasceu em família de baixa renda, era mulato e aprendeu a ler e escrever sozinho, tinha epilepsia desde a infância e conviveu com ela toda a sua vida.

Assim como o autor de Dom Casmurro, outras personalidades famosas conseguiram grandes feitos, apesar da doença. O escritor russo, Fiodor Dostoiévski também tinha epilepsia, e em sua obra, se observada com atenção (e sensação), existem densas passagens com peculiariares déjà vus. No livro Crime e Castigo, o personagem Raskólnikov vivia rodeado por uma atmosfera submersa de introspecção, densa e sufocante. Ele perambulava muitas vezes sem norte pelas ruas de São Petersburgo, na sombra da sociedade na qual não se sentia totalmente incluído.

i_epilepsia2Imagem: http://lacaneando.com.br/a-leitura-freudiana-de-dostoievski-a-funcao-paterna-seus-impasses/

Como o próprio Dostoiéski descreve no livro: “os sonhos de um homem doente distingue com frequência, por um relevo inusual, pela expressividade e uma excepcional semelhança com a realidade. Às vezes forma-se um quadro mnstruoso, mas o clima e todo o processo de representação chegam a ser aí tão verossímeis e cheios de detalhes sutis que surpreendem, mas correspondem artisticamente a toda a plenitude do quadro que não podem ser inventados na realidade por esse mesmo sonhador, ainda que ele seja um artista como Puchkin ou Turguiêniev. Tais sonhos, doentios sonhos, sempre ficam por muito tempo na memória e produzem forte impressão sobre o organismo perturbado e já excitado do homem”.

Como prevenir

A prevenção é essencial quando se fala em epilepsia. Como a maior parte dos casos da doença é do tipo adquirido, e não genético, e não genético, prevenir pode contribuir para a diminuição de surgimento de novos casos. Algumas sugestões para evitar situações que podem levar a um quadro de epilepsia são:

  • Se consumir alimentos crus, como frutas, verduras e legumes, lavá-los de forma adequada para afastar infecção por neurocisticercose, uma infecção no sistema de nervos central causada pela ingestão da forma larvária do verme Tenia solium, popularmente conhecida como solitária;
  • Evitar derrame também evita epilepsia. O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das portas para aquisição de epilepsia. Portanto, quem tem obesidade, hipertensão arterial ou diabetes, além de ter mais probabilidade de ter AVC, tem também suas chanches aumentadas de adquirir epilepsia, principalmente na população idosa. Sendo assim, pratique atividades físicas regularmente, mantenha alimentação saudável e não fume;
  • Respeite as leis de trânsito e dirija com prudência. Quem sofre acidente automobilístico com traumatismo craniano pode vir a ter epilepsia.

Mecanismos de ação

 O cérebro humano contém cerca de 86 bilhões de neurônios, células responsáveis por todas as nossas ações, como andar, falar, sentir, comer e pensar. Para determinar essas ações, grupos de neurônios precisam atuar em conjunto, sendo ativados em diferentes regiões do cérebro que, por sua vez, possuem funções específicas. 

 A comunicação entre os neurônios ocorre por meio de impulsos nervosos – cargas elétricas que transmitem informações de um neurônio a outro. Quando queremos abrir uma porta, por exemplo, os neurônios entram em ação e nos permitem fixar o olhar na maçaneta, nos locomover em direção à porta e prever a maneira como ele deve se abrir. Esses impulsos nervosos agem como uma corrente elétrica em um fio e seu bom funcionamento depende de uma boa comunicação entre eles. 

A epilepsia é uma doença caracterizada pela ocorrência de descargas elétricas anormais entre os neurônios, resultando nas chamadas crises epiléticas, que se repetem de forma espontânea ou induzidas por algum fator externo (como flashes de luz, estresse físico e mental, bebida alcoólica e privação de sono, entre outros). Esta atividade anormal dos neurônios compromete as funções do sistema nervoso e gera sintomas que se diferenciam conforme a área afetada. É importante saber que, ao contrário do Parkinson, a epilepsia não é uma doença degenerativa, apesar de haver o comprometimento da atividade dos neurônios durante as crises.

Por que ocorre esse excesso de atividade dos neurônios? Ninguém ainda sabe, ao certo, o que leva os neurônios a se comportarem desta forma. No entanto, outros fatores podem ser apontados: febre alta, estresse, cansaço, uso de drogas e até mesmo o efeito colateral de alguns medicamentos.

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Imagem:
 www.canstockphoto.com.br

Crises parciais

Vários são os tios de crises: as parciais, complexas e generalizadas. As crises parciais podem ser subdivididas conforme a perda ou não da consciência e atingem apenas uma parte (hemisfério) do cérebro ou parte de um lobo. Os sintomas variam de acordo com a localização onde a crise começa e para onde ela irradia. Descrever ao médico as alterações das sensações e movimentos ocorridos durante a crise auxilia para a identificação de onde ela se inicia. Por exemplo, o córtex motor tem partes responsáveis pelo movimento do corpo,  e se uma crise ocorrer nesta região, a pessoa pode apresentar falhas motoras.

Crise parcial simples (também chamada de aura epilética): além de afetar apenas um hemisfério do cérebro, essa crise é caracterizada por não ocasionar a perda de consciência do indivíduo (auras). Algumas pessoas com epilepsia sentem uma alteração nos sentidos ou comportamento antes que as crises propriamente ditas se iniciem. Estas sensações, chamadas de auras, já são um tipo de crise parcial (simples) e funcionam como um sinal de alerta ou aviso de que a crise com a perda da consciência vai ocorrer dentro dos próximos minutos ou horas. Algumas pessoas têm a sensação de irritabilidade ou dor de cabeça, enquanto outras podem ter alterações visuais, como luzes piscando, ou até mesmo alterações sonoras, ouvindo determinado tipo de som. Existem vários tipos de auras, elas não são controláveis e envolvem regiões cerebrais afetadas durante a crise. Identificar esses sinais pode ser útil para garantir que a pessoa fique alerta e se mantenha em local seguro no momento da crise. Avisar os amigos e familiares eles também podem ajudar a garantir a que a crise seja identificada com antecedência e ocorra sem grandes problemas.

Crise parcial complexa: diferentemente da crise parcial simples, a complexa faz com que durante a crise o indivíduo perca a consciência, ficando incapacitado de compreender o que acontece à sua volta, de se comunicar com outras pessoas e de recordar o que aconteceu durante a crise. Cerca de 60% das pessoas que apresentam este tipo de crise presenciam algum tipo de aura.

Crises generalizadas

Crise de ausência ou pequeno mal: é uma crise difícil de ser percebida por quem esta em volta do indivíduo. A pessoa fica paralisada e “ausente” durante curto espaço de tempo (cerca de 30 segundos) e, em seguida, retoma sua atividade de onde havia parado, o que dificilmente é percebido. Muitas pessoas com esse tipo de crise são consideradas “desatentas” por educadores, familiares e amigos, até o diagnóstico da doença. Crianças que sofrem este tipo de crise na escola podem manter o olhar distante e fixo para um objeto por menos de um minuto e em seguida continuar sua atividade, tornando-se imperceptível até mesmo para os professores.

Crise generalizada de Grande mal: é a crise que envolve todo o cérebro e causa os sintomas que exigem cuidados e atenção no atendimento à pessoa com epilepsia. Há perda momentânea da consciência, os músculos se contraem e a pessoa fica com todo o corpo enrijecido, caindo ao chão devido a perda de equilíbrio. Em seguida, ela começa a se debater. Neste momento, não consegue respirar corretamente, nem engolir a saliva que se acumula na boca por causa da contração muscular involuntária – por isso a importância de se posicionar o corpo da pessoa de lado para que a saliva possa escorrer naturalmente, evitando o sufocamento. Esse tipo de crise dura em média até dois minutos, mas se chegar a mais que cinco minutos, a pessoa entra numa situação conhecia como “estado de mal epilético”, momento no qual o socorro médico deve ser acionado discando-se 192 para o atendimento do SAMU (Serviço de atendimento Móvel de Urgência). Caso não seja necessário pedir ajuda médica, a crise irá cessar sozinha e a pessoa acordará (retornando a consciência) de forma lenta, sentindo-se cansada e ainda desorientada.

Diagnóstico tardio de epilepsia rolândica (trecho de depoimento de uma mãe com filho que possui epilepsia)

“Meu filho nasceu em 11/09/2000, apgar 8 e 9, parto cesariana (estava sentado). Teve uma infância normal, sem apresentar nenhum problema de saúde. Na escola, tinha um aprendizado fora do normal. Tanto que fui chamada no início do 2 ano de EMEI. Na ocasião, me disseram que o aprendizado dele era muito rápido, e que seria interessante se ele “pulasse” um estágio para não perder interesse pelos estudos no primeiro ano fundamental. Mas ele tinha epilepsia, diagnosticada só a partir dos nove anos. Muitas crises aconteceram de 2010 a 2012, mesmo com o uso de remédios variados, até que o tratamento adequado foi finalmente prescrito”. 

Como diagnosticar

Para fazer o diagnóstico, o médico precisa avaliar o histórico do paciente. Trata-se, essencialmente, de um diagnóstico clínico. Se o paciente apresentar convulsões, é necessário que elas sejam repetidas durante o período de um ano pra que se caracterize epilepsia. Também entram na avaliação do histórico do paciente sinais como:

  • Esquecimento súbito;
  • Desmaios;
  • Distúrbios de sensação (visão, audição e paladar);
  • Distúrbios de humor.

Há exames que complementam a avaliação do médico. São eles:

  • Exame de sangue, com pedido de avaliação de gama – GT e transamina – se, sódio, potássio e cálcio;
  • Eletroencefalografia;
  • Ressonância magnética;
  • Tomografia computadorizada (TAC).

Na infância, deve-se verificar-se a ocorrência de:

  • Sono muito agitado com fala noturna e/ou sonambulismo;
  • Perda de Fôlego;
  • Ocorrência de convulsões febris;
  • Irritabilidade e agressividade;
  • Instabilidade no humor;
  • Distúrbios de atenção;
  • Tendências depressivas do tipo apático.

Mesmo com medicação, 30% dos pacientes continuam a apresentar convulsões, sendo a maioria dos casos na infância ou velhice.

Tratamento

 A maior parte dos casos é tratada com remédios. Os medicamentos atuam no controle das convulsões e devem ser utilizados todos os dias e por tempo prolongado. O tratamento com remédios nunca deve ser interrompido sem autorização do médico. Caso ocorra algum efeito colateral, como alergia, o médico deve ser avisado rapidamente. 

 O tratamento varia de acordo com o tipo de epilepsia que o paciente tem e a dosagem é recomendada em função da reação de cada paciente. As vezes demora um tempo até descobrir a dosagem ideal. 

O sistema Único de Saúde(SUS) fornece alguns dos medicamentos para controle da epilepsia mediante apresentação de receita médica. São exemplos Gardenal e Tegretol, exeto o Tegretol CR. Por outro lado, há remédios que só são fornecidos nas farmácias de Alto Risco do sistema Único de Saúde. 

 É muito importante acatar as orientações do médico quanto à maneira de ingerir os medicamentos. Evite tomar os remédios em jejum. Tome-os após as refeições para evitar efeitos adversos. 

Também não pule doses. Se alguma for esquecida, o paciente pode ter convulsões. Na maioria dos casos, essas crises podem ocorrer até dois ou três dias após o esquecimento da dose. Sendo assim, se pular uma dose, cuidados adicionais são necessários para reduzir o risco de machucados caso uma crise ocorra. Imortante ressaltar que o paciente deve retomar o uso regular a partir da dose seguinte.

Os principais medicamentos utilizados como anticonvulcionantes são:

  • Carmamazepina;
  • Fenobarbital;
  • Fenotoína;
  • Valproaxo;
  • Lamotrigin;
  • Etossuximida;
  • Lonazepan.

Como agir durante uma crise convulsiva?

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 Imagem: p. 235 livro “Tecla Sapiens: neurociências para todos”

A cirurgia é um complemento aos medicamentos e é recomendada em determinados casos. Mas antes de se optar pela intervenção cirúrgica, é preciso uma investigação detalhada sobre o tipo de epilepsia e se há riscos para o paciente. A princípio, a cirurgia é indicada para pacientes em que as crises não são controladas mesmo com o uso de remédios. Não há uma cirurgia padrão , e as operações são definidas caso a caso. A cirurgia consiste na retirada da região do cérebro que é responsável pelo início das crises.

Apesar de ser exitosa na maioria dos casos, há riscos. Por exemplo, naturalmente pacientes mais idosos tendem a ter mais riscos cirúrgicos. Se o paciente tiver outras doenças, como alguma cardiopatia ou hipertensão arterial, os riscos também aumentam. A região do cérebro em que será realizado o procedimento cirúrgico é outro fator de risco. Diante desse quadro, é necessária profunda análise de cada caso antes de se optar pela cirurgia.

No pós-operatório, o paciente tende a permanecer por poucos dias internado, e recomenda-se evitar esforço físico após deixar o hospital. Informação importante é mencionar que as cirurgias podem ser realizadas em hospitais públicos. Informe-se na sua cidade sobre o centro mais próximo na sua região.

Dicas

Ajudando uma pessoa durante a crise: 

  • Tenha muita calma!;
  • Tire de perto tudo o que puder machucar a pessoa;
  • Coloque algo macio embaixo da cabeça;
  • Coloque a cabeça de lado, e, se possível, o corpo;
  • Aguarde a crise passar;
  • Depois que a pessoa estiver consciente, explique que ela teve uma crise;
  • Se a crise durar mais que 5 minutos, leve-o ao pronto socorro, ou ligue para o SAMU (192).

O que NÃO fazer!

  • Não segure a língua da pessoa. Se fizer isso, você poderá não só se machucar, mas também até perder o dedo, porque ela poderá, de forma involuntária, mordê-lo;
  • Não coloque nenhum objeto na boca da pessoa. Esse procedimento pode machucá-la e causar quebrar de dentes ou da mandíbula;
  • Não jogue água no rosto da pessoa. Ela pode engasgar ou se afogar;
  • Não bata no rosto de uma pessoa.
  • Não dê medicação. Colocar o remédio na boca da pessoa durante a crise pode fazer a pessoa engasgar, piorando o estado geral;
  • Não prenda os braços nem as pernas da pessoa. Se fizer isso, pode causar fratura nos ossos do indivíduo em crise;

 

Fonte: livro: “Tecla Sapiens: neurociências para todos”. Campinas, SP. Curt Nimuendajú, 2013. p. 226 – 237.

Referência bibliográfica: 

  • HARDEN, CL; PENNELL, PB; KOPPEL, BS (et al ). Practice parameter update; management issues for women with epilepsy – focus on pregnancy (an evidence-based review): vitamin K, folic, blood levels, and breastfeeding; report of the Quality Standards Subcommittee and therapeutics and technology Assessment Subcommittee of the American Academy of Neurology and American Epilepsy Society. In Neurology vol. 73, n.2,142 – 149, April 27. 2009. Disponivel em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19398680
  • Neurofisiologia – Unifesp – http://www.neurofisiologia.unifesp.br/
  • Psique web – www.psiqweb.med.br
  • Instituto Neurológico de São Paulo – www.institutoneurologico.com.br



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