03 jul 2016

Colaboração

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A amígdala e o sentimento de medo
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Imagem: wikipedia

A

amígdala é um componente fundamental do sistema límbico cerebral (sistema responsável pelas emoções e comportamentos), popularmente conhecida pela forma de amêndoa. Sua principal função é o de dar um alerta emocional (principalmente negativo), para o gerenciamento e a percepção de ameaças relacionadas ao sentimento de medo.

A amígdala funciona como dois cronômetros reguladores de nossas bases emocionais mais extintivas possíveis e imagináveis. Muitas facetas de comportamentos “desconhecidos” podem ser reveladas se investigarmos esse par de amêndoas mergulhadas em um oceano nem um pouco “Pacífico”, chamado cérebro.

O equilíbrio entre a segurança e o perigo (ambos fundamentais para a sobrevivência) é dado pelo sentimento de medo, que nos orienta para essa diferenciação. Desde a pré-história, era necessário que o ser humano permanecesse em estado de alerta com “anteninhas” de medo e ansiedade para detectar o perigo.

A dupla de “amendoazinhas” (cujo nome científico é complexo amigdaloide) é a parte mais primitiva do cérebro, presente tanto no hemisfério esquerdo quanto direito.

Em termos de desenvolvimento cerebral, garantiu a nossa sobrevivência diante de situações de ameaça. “Esse par recebe e envia informações de diferentes níveis hierárquicos para todas as estruturas cerebrais, tanto do sistema límbico como também do córtex. É um verdadeiro arquivo de memória e intensidade emocional”, revela Carla Tieppo, neurocientista e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e da PUC-SP.

A amígdala direita  é mais envolvida com respostas ao medo, reconhecimento facial, apego, excitação, agressividade e no despertar do desejo sexual masculino. A amígdala esquerda é mais envolvida na conexão de estruturas de verbalização.

“A amígdala é um sistema que nos permite antecipar situações de risco. É mais do que extinto. É intuição”. Carla Tieppo

Além de ser um eterno vigilante dos comportamentos de medo e ansiedade, a amígdala conecta o passado e o presente. Experiências lembradas como flashbacks também possuem uma orientação dada pela amígdala.

A maioria dos estímulos externos chegam às amígdalas sem linguagem verbal, sem passar necessariamente pelo córtex, área mais racional e linear do cérebro.

Fonte: http://autopsiareview.org/amigdala-o-ponto-g-do-cerebro/ 

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